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Nossas pesquisas cor dos olhos

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ÍRIS
 
A primeira coisa que notamos ao olhar alguém nos olhos é a área colorida chamada de íris.
A íris se encontra dentro olho. Fica localizado logo atrás de uma pequena porção que sobressai da superfície anterior do olho chamada "córnea". A córnea é transparente.

Quando é aumentada a intensidade de luz, os músculos da íris reduzem o tamanho da pupila para proteger a parte interior do olho de danos causados pela exposição excessiva à luz.
Curiosidades
A íris humana é a parte colorida dos olhos e é absolutamente única. Alguns sistemas de segurança utilizam o reconhecimento da íris humana e é apontado como o mais seguro tipo de sistema de segurança baseado em controle biométrico.
Estes sistemas usam uma câmera especial que captura em close-up a íris das pessoas, a parte colorida dos olhos. As imagens são convertidas para um modelo digital e armazenadas eletronicamente na base de dados do computador junto com as informações de contato, as permissões específicas de acesso e uma fotografia das pessoas relacionadas com aquele estudante em particular. Se as imagens da íris na base de dados corresponderem às apresentadas pelo indivíduo, a porta é automaticamente aberta. Isso ocorre em menos de dois segundos.
 
Postado por Elizabeth em 01/10/2008
 
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Curiosidade sobre a visão
 
A capacidade do aparelho visual humano para perceber o relevo deve-se ao fato de serem diferentes as imagens que cada olho envia ao cérebro. Com somente um dos olhos, temos noção de apenas duas dimensões dos objetos: largura e altura. Com os dois olhos, passamos a ter noção da terceira dimensão: a profundidade.
 
Luciane da Silva Dutra
08/10/08
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Características dominantes e recessivas

As características que os genes originam podem ser dominantes ou recessivas. Um gene recessivo produz uma característica específica somente se seus efeitos não forem cancelados pelas características de um gene dominante.

A cor dos olhos nos dá uma ilustração relativamente direta sobre como a hereditariedade de características funciona. O gene para olhos castanhos é dominante, enquanto o gene para olhos azuis é recessivo. O filho de um pai com olhos castanhos e que tem dois genes para olhos castanhos e uma mãe com olhos azuis (obrigatoriamente deve ter dois genes para olhos azuis) terá olhos castanhos, já que o pai de olhos castanhos possui apenas genes dominantes dessa cor para passar ao mapa genético da criança. Contudo, se o pai de olhos castanhos tiver um gene dominante para olhos castanhos e um recessivo para olhos azuis, a criança tem uma chance de 50% de receber um gene para olhos azuis de ambos os pais e, por isso, ter olhos azuis (na verdade, a hereditariedade nem sempre é assim tão simples. Algumas vezes, o filho de pais de olhos castanhos e azuis acaba nascendo com olhos verdes ou castanho-claro).

A união de duas pessoas de olhos azuis, já que envolve apenas genes recessivos para essa cor de olhos, sempre irá produzir filhos com olhos azuis.

O filho de pais com olhos castanhos, mas que têm um gene recessivo para olhos azuis, terá 25% de chance de receber um gene de olhos azuis de ambos os pais e, como resultado, ter olhos azuis (essa última combinação ilustra como os genes recessivos podem estar presentes sem nem mesmo percebermos, permitindo que uma característica apareça inesperadamente depois de pular algumas gerações).


Luciane da Silva Dutra
08/10/08
 
 
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Maquiagem para a íris
 
Tintura nos cabelos, silicone nos seios e olhos de outra cor. As possibilidades para brincar com a aparência são inúmeras e desde a década de 50 as lentes de contato mudam a cor da íris humana de forma fácil e rápida.
Foi-se o tempo que a apa-rência física de cada pessoa era algo absoluto.
Com a cor dos olhos não é diferente. Seja apenas para os que gostam de brincar com o visual ou para consolar os des-contentes, as lentes de contato coloridas conseguem até íris semelhantes às da atriz norte-americana Elizabeth Taylor, a mu-lher dos famosos olhos violeta, ou brincadeiras com desenhos de estrelas, flores, olhos brancos ou de gato.
De todas essas mudanças de visual, porém, a cor dos olhos deve estar na "lanterninha" em número de ocorrências, apesar de ser relativamente fácil, barata e oferecer riscos bai-xíssimos à saúde.
Pioneiras: as primeiras lentes de contato coloridas eram pintadas uma por uma manualmente. À esquerda, a primeira geração acrílica e à direita a segunda geração, já de material hidrofílico
Não é um processo cirúrgico como as plásticas, definitivo com as tatuagens e tampouco envolve produtos químicos como as tinturas para cabelo.
Números e público - O mercado de lentes de contato pode crescer muito ainda no país. Estimativas indicam que apenas 1% dos brasileiros que necessita de correção visual usa lentes de contato. Nos Estados Unidos, esse número chega a quase 10%. Ao considerar que as opções coloridas atingem um público bem maior, incluindo os que precisam de grau e os que usariam lentes planas, as lentes de contato são uma interessante possibilidade para as ópticas aumentarem seu número de clientes e lucros.
O público-alvo desse tipo de produto é grande e diverso: atrai os usuários de lentes de contato transparentes, que já estão adaptados, os que usam apenas óculos de receituário, que podem querer experimentar um novo tipo de correção visual, os clientes de óculos solares ou pessoas que passam apenas na frente da vitrine e sentem vontade de mudar a cor dos olhos.
O maior mercado em solo nacional, contudo, é o de len-tes de contato planas usadas exclusivamente para fins cosméticos. Para vender esse tipo de produto, a óptica precisa apenas de um espaço adequado para que o cliente treine a colocação e a retirada e teste a cor das lentes em seus olhos, com pia, torneira e sabão anti-séptico para desinfecção das mãos além de, obviamente, um profissional treinado e apto para adaptar as lentes.
Lentes de contato coloridas gra-duadas também podem ser vendidas desde que para repo-sição, como ocorre na maioria das ópticas que comercializam lentes de contato descartáveis incolores. Um centro completo é necessário para estabelecimentos que trabalhem com adaptações de lentes rígidas, gelatinosas ou descartáveis para portadores de ametropias, com profissionais, equipamentos e locais específicos.
Histórico - As primeiras lentes de contato coloridas surgiram na Alemanha por volta da década de 50, eram de acrílico e pintadas à mão imitando a íris. Essa técnica foi usada também no Brasil durante bastante tempo, inclusive com as primeiras lentes fabricadas em material hidrofílico.
Hoje em dia, a fabricação se dá em escala industrial, tanto das lentes de contato rígidas como das gelatinosas, por um processo similar a um carimbo, conhecido como tampografia. Há lentes coloridas com simples impressão, que consiste em apenas uma "estampa" de uma cor só com riscos que simulam a íris humana, e com duplas ou triplas impressões, que combinam cores e desenhos a fim de proporcionar um aspecto mais natural aos olhos dos usuários.
O número de impressões e cores nas lentes não implica em maior ou menor qualidade e sim modifica o efeito de cada produto nos olhos: as de simples impressão proporcionam um visual mais ousado e, as demais, um aspecto mais próximo ao natural. Sem falar que o feito das lentes de contato coloridas varia de pessoa para pessoa, conforme a cor real da íris. Isso significa que dois usuários de olhos castanhos conseguem tons distintos com a mesma lente azul, como se a cor dos olhos se misturasse às das lentes. Mal comparando, elas agem mais ou menos como os perfumes, que adquirem fragrâncias diferentes dependendo da pele em que são aplicados.
 
 
Postado por Carla Sperafico, 21/10/2008
 
 
PARA ILUSTRAR NOSSO PROJETO...

Pela luz dos olhos teus

 

Quando a luz dos olhos meus

E a luz dos olhos teus

Resolvem se encontrar

Ai que bom que isso é meu Deus

Que frio que me dá o encontro desse olhar

Mas se a luz dos olhos teus

Resiste aos olhos meus só p'ra me provocar

Meu amor, juro por Deus me sinto incendiar

Meu amor, juro por Deus

Que a luz dos olhos meus já não pode esperar

Quero a luz dos olhos meus

Na luz dos olhos teus sem mais lará-lará

Pela luz dos olhos teus

Eu acho meu amor que só se pode achar

Que a luz dos olhos meus precisa se casar.

 

Vinícius de Moraes

 

Postado por Cleide em 14.10.2008

 

 

 

A influência da cor dos olhos

 

 

Existem negros de olhos azuis?

A resposta é muito simples: claro que sim!

Cada vez mais temos visto na mídia pessoas morenas ou negras com lentes de contato azuis ou verdes, o que tem levado a esta pergunta. É bom lembrar que em Cabo Verde, Caxemira na Índia e algumas regiões da Etiópia é bastante comum indivíduos negros ou morenos com olhos azuis ou verdes.

A cor dos nossos olhos é determinada por uma série de genes que, independentemente da cor da pele, determinam o tipo e a concentração de pigmento na nossa íris. Estas cores variam das mais comuns, castanho, azul e verde, até as mais raras, preto, vermelho e violeta.

Uma pesquisa realizada por fabricantes de lentes de contato com mais de mil mulheres mostrou a influência da cor dos olhos nas relações interpessoais. As pessoas com olhos castanhos foram associadas por 34% das entrevistadas à inteligência. Já os indivíduos de olhos azuis foram associados pelas entrevistadas à serem doces(42%) e sensuais(21%). Os olhos verdes foram associados pela maioria das entrevistadas à sexualidade.

 

 

Classificação das cores:

 

Azul

 

Os olhos azuis têm uma baixa concentração de pigmento chamado eumelanina na íris.

O mais interessante é que pesquisadores descobriram recentemente que todos os indivíduos com olhos azuis são descendentes de um único indivíduo mutante que viveu próximo ao mar negro entre 6.000 e 10.000 anos atrás, sendo assim todas as pessoas de olhos azuis tem um ancestral em comum! Originalmente todos os humanos teriam olhos marrons ou castanhos.

Olho azul é o segundo tipo de olho mais comum, sendo predominante no norte da europa, em especial na Islândia (90% da população) e Irlanda. Muitas crianças nascem com olhos azuis mas ao longo do tempo a produção de melanina no olho aumenta e eles se tornam castanhos.

 

Castanhos

 

É o tipo mais comum. Até o surgimento da mutação azul era predominante. Tem a maior concentração de eumelanina. Varia a coloração conforme a concentração de pigmento, de preto a castanho claro (mais incomum). È o olho mais comum na África, Ásia e Américas.

 

Cinzas

 

Olhos cinza possuem menos melanina que os olhos azuis, tendo uma grande variedade de matizes. São muito comuns na Rússia e países Bálticos. Uma característica destes olhos é a mudança de tonalidade conforme a luz, o que faz com que eles sempre saiam de cor diferente em fotos! 

 

Verdes

Olhos Verdes são o produto de uma concentração menor de melanina na íris, são a cor mais incomum, compreendendo apenas 1 a 2% da população mundial. São mais freqüentemente encontrados em pessoas de origem Celta, Germânica, e ao centro e sul da Ásia, sendo que húngaros têm o maior percentual de olhos verdes entre todas as populações, cerca de 20%.

 

Avelã ou esverdeados

 

Alguns olhos possuem muitas cores para serem enquadrados em uma das categorias mais básicas (azul, verde, castanho), portanto denomina-se olho cor de avelã ou esverdeado aquele que possui cor verde, porém um halo castanho ou cinza ao redor da pupila. A íris destes indivíduos não apresenta uma concentração uniforme de melanina, havendo áreas de maior concentração (escuras ou marrons) e menor concentração (esverdeadas). É também conhecido como olho que muda de cor, pelas diferentes tonalidades que a luz ambiente pode imprimir a eles. São comuns na europa oriental, Arábia e Ásia central.

 

Âmbar ou mel

 

 

São provenientes da distribuição de pigmentos amarelos na íris, que resultam numa coloração que vai de um dourado-amarelado ao cobre. Isto se deve à distribuição de um pigmento chamado lipofucsina (ou lipocromo) na íris.

 

Negros

São olhos castanhos com muita melanina, produzindo o efeito de parecerem negros, muito comum em pessoas de origem africana, árabe e europeus do mediterrâneo.

 

Vermelhos

São muito raros, presentes em uma porcentagem da população humana inferior a 0,5%, sendo decorrentes da concentração mínima ou ausência total de melanina na íris, condição conhecida como albinismo. Sendo assim somente os vasos sanguíneos da íris podem ser vistos, dando à íris a coloração vermelha. Não confundir com o efeito “olhos vermelhos” que aparece em fotografias com flash, que corresponde ao reflexo do flash na retina.

 

Violetas

São os mais raros entre todos os olhos, conhecidos no cinema pelos olhos da atriz Elizabeth Taylor. Olhos violeta são produto de uma baixa concentração de pigmento em olhos azuis, tornando visíveis os vasos sanguíneos da íris. Esta mistura causa uma coloração violeta na íris. É considerada uma mutação dos olhos azuis.

Postado por: Cleide

08.10.2008

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A cor dos olhos pode mudar?

 

Frequentemente recém-nascidos apresentam olhos azulados, estes olhos podem adquirir outras tonalidades sendo que a cor só será definida aos 6 meses de idade. Isto ocorre porque a exposição à luz leva à produção de melanina na íris. Aos 3 anos de idade o acúmulo de melanina define a cor definitiva do olho. Entretanto é demonstrado que mesmo em adultos o sol pode estimular a produção de melanina na íris, escurecendo os olhos.

 

Postado por Elizabeth em 08/10/2008

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Visão

 

A visão é o sentido dado por fotorreceptores, especializados em captar estímulos luminosos, que se concentram nos olhos. O olho humano tem a forma de um globo, chamado globo ocular, que fica encaixado numa cavidade óssea (órbita) e preso por músculos. Esse globo é formado por três camadas: a esclerótica, a coróide e a retina.

 

A esclerótica é a camada mais externa, branca e resistente (branco do olho), que envolve quase totalmente o olho, com função protetora. Na parte da frente, essa camada é mais fina e transparente, para permitir a passagem da luz e é chamada de córnea. Por baixo da córnea existe um espaço cheio de líquido chamado humor aquoso.

 

A camada seguinte é a coróide, onde ficam os vasos sanguíneos que nutrem e oxigenam o olho. Em sua parte anterior (na frente), essa camada forma um disco colorido que é chamado de íris (a parte colorida do olho).

 

No centro da íris existe um orifício de tamanho controlável pelo sistema nervoso para deixar passar mais ou menos luz, dependendo do ambiente em que nos encontramos. Esse orifício é a pupila e é por ela que a luz que penetra no olho atinge as células sensíveis que têm a função de captar a luz e mandar essas informações para o cérebro.

 

Atrás da pupila fica o cristalino, que é a lente do olho, responsável pelo foco e pela nitidez da imagem, que é projetada no fundo do olho, em sua área sensível. Graças ao movimento de músculos específicos, o cristalino pode se tornar mais ou menos curvo, permitindo a focalização. Todo o espaço interno da bola que forma o globo ocular é preenchido por um material gelatinoso e transparente, chamado humor vítreo.

 

Fique ligado!

Em condições de pouca luminosidade, os receptores da retina relacionados à visão colorida (cones) não são estimulados. Sendo assim, na penumbra nós apenas conseguimos enxergar a partir de informações captadas pelos bastonetes, que são responsáveis pela visão em preto e branco. Por isto, no escuro, não distinguimos a coloração dos objetos, todos eles se apresentam para nós apenas com as tonalidades de cinza. 

 

A terceira camada do olho, a mais interna, é a retina, onde se localizam milhões de células especiais, sensíveis à luz: os cones e bastonetes.

 

Os cones são os receptores responsáveis pela visão em cores no homem. Existem três tipos de cones, sensíveis a comprimentos de onda equivalentes às luzes vermelha, azul e verde. É o estímulo combinado dos diferentes tipos de cones que produz as diferentes tonalidades de cores que enxergamos. Os bastonetes são  responsáveis pela visão em preto e branco.

 

A partir da retina, as mensagens são enviadas para o cérebro pelo nervo óptico, que parte da região chamada de ponto cego, pois é a única região onde não existem essas células que são os receptores de luz.

 

Postado por Cleide em 01.10.2008

 

Olho humano

 

 

O olho humano tem diâmetro antero-posterior de aproximadamente 24,15 milímetros, diâmetros horizontal e vertical ao nível do equador de aproximadamente 23,48 milímetros, circunferência ao equador de 75 milímetros, pesa 7,5 gramas e tem volume de 6,5cc.

 

 

O globo ocular recebe este nome por ter a forma de um globo, que por sua vez fica acondicionado dentro de uma cavidade óssea e protegido pelas pálpebras. Possui em seu exterior seis músculos que são responsáveis pelos movimentos oculares, e também três camadas concêntricas aderidas entre si com a função de visão, nutrição e proteção. A camada externa é constituída pela córnea e a esclera e serve para proteção. A camada média ou vascular é formada pela íris, a coróide, o cório ou uvea, e o corpo ciliar. A camada interna é constituída pela retina que é a parte nervosa.

Existe ainda o humor aquoso que é um líquido incolor e que existe entre a córnea e o cristalino. O humor vítreo é uma substância gelatinosa que preenche todo o espaço interno do globo ocular também entre a córnea e o cristalino. Tudo isso funciona para manter a forma esférica do olho.

 

 

O cristalino é uma espécie de lente que fica dentro de nossos olhos. Está situado atrás da pupila e orienta a passagem da luz até a retina. A retina é composta de células nervosas que leva a imagem através do nervo óptico para que o cérebro as interprete.

Não importa se o cristalino fica mais delgado ou espesso, estas mudanças ocorrem de modo a desviar a passagem dos raios luminosos na direção da mancha amarela. À medida que os objetos ficam mais próximos o cristalino fica mais espesso, e para objetos a distância fica mais delgado a isso chamamos de acomodação visual.

O olho ainda apresenta, as pálpebras, as sobrancelhas, as glândulas lacrimais, os cílios e os músculos oculares. A função dos cílios ou pestanas é impedir a entrada de poeira e o excesso da luz. As sobrancelhas também têm a função de não permitir que o suor da testa entre em contato com os olhos.

 

 

Anatomia do olho humano.

Membrana conjuntiva é uma membrana que reveste internamente duas dobras da pele que são as pálpebras. São responsáveis pela proteção dos olhos e para espalhar o líquido que conhecemos como lágrima.

O líquido que conhecemos como lágrimas são produzidos nas glândulas lacrimais, sua função é espalhar esse líquido através dos movimentos das pálpebras lavando e lubrificando o olho.

O ponto cego é o lugar de onde o nervo óptico sai do olho. É assim chamada porque não existem, no local, receptores sensoriais, não havendo, portanto, resposta à estimulação. O ponto cego foi descoberto pelo físico francês Edme Mariotte (1620 - 1684).

 

Postado por Cleide em 01.10.2008

 

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A GENÉTICA E SUA INFLUÊNCIA SOBRE A COR DOS OLHOS

 

Todo professor de biologia tem, durante as aulas de genética, que responder ao inevitável questionamento sobre como é herdada a cor dos olhos. Contudo, muitos ainda tratam erroneamente essa característica genética como um tipo de herança mendeliana simples, cuja ocorrência é influenciada por um único par de genes associados com a produção de olhos castanhos ou azuis.

É verdade que a hereditariedade de diversas características é determinada por duas cópias – ou alelos – dos genes herdados de nossos pais. Esses alelos estabelecem entre si uma relação de dominância e, segundo esse ponto de vista, a versão castanha para a cor dos olhos (B) seria dominante sobre a variante para a cor azul (b). A dominância, nesse caso, significaria que, se pelo menos um dos alelos para a coloração dos olhos de uma pessoa fosse B, seus olhos seriam castanhos. Geneticamente falando, portanto, indivíduos com olhos castanhos poderiam ser ou BB ou Bb, enquanto aqueles que têm olhos azuis seriam obrigatoriamente bb.

Ainda segundo esse ponto de vista, se um casal com olhos castanhos quisesse ter uma criança de olhos azuis, tanto o homem quanto a mulher teriam que apresentar uma cópia do gene b, ou seja, seriam heterozigotos (Bb) para essa característica. Nesse caso, haveria apenas uma chance em quatro de que esse casal tivesse um filho com olhos azuis (bb).Essa explicação simplista, porém, não mostra como surge toda a imensa variedade de cores presente nos olhos e não esclarece por que pais de olhos castanhos podem ter filhos com olhos castanhos, azuis, verdes ou virtualmente de qualquer outra tonalidade. A cor dos olhos é, portanto, uma característica cuja herança é complexa (ou poligênica) e, para entendermos como ela ocorre, devemos nos aventurar na biologia de um trio de genes.

 

Mecanismos associados com a coloração

O que chamamos de “cor dos olhos” é na verdade primariamente a cor da íris, pois outras regiões dos olhos, como a córnea e a esclera, são transparentes ou primariamente brancas. A íris é um disco colorido que, como o diafragma de uma máquina fotográfica, controla a quantidade de luz que entra nos olhos através da abertura ou fechamento de seu orifício central – a pupila. Seu nome vem de uma divindade da mitologia grega, que personificava o arco-íris e que era a mensageira dos deuses.

 

A definição da coloração de nossos olhos é um processo complexo, que depende de uma combinação de fatores genéticos associados com as características do tecido fibroso e vasos sangüíneos presentes na íris. Fatores epigenéticos (relacionados com a organização espacial do material genético e com as influências do ambiente nessas moléculas) também determinam a cor de nossos olhos.

 

A grande variedade de cores que observamos entre os vertebrados está associada primariamente com a produção dos pigmentos melanina (negro) e feomelanina (amarelo avermelhado). A presença desses pigmentos confere uma proteção valiosa contra os efeitos nocivos da radiação solar sobre o genoma celular.

As diversas colorações observadas entre os vertebrados são possíveis devido aos diferentes padrões de deposição desses pigmentos na pele, pêlos e penas. A ocorrência de outras cores deve-se à deposição extracelular de outros pigmentos, como porfirinas, carotenóides, purinas e cobre (veja mais em A paleta da natureza ). Portanto, é incorreto considerar que a cor dos olhos está associada somente com a deposição de melanina e feomelanina nos olhos. Se isso fosse verdadeiro, nossos olhos (como nossa pele) apresentariam uma coloração que variaria apenas entre o negro e o castanho-amarelado.

Esses pigmentos são produzidos por células com características mioepiteliais (que possuem características epiteliais e musculares) presentes na região posterior da íris. A região mediana desse tecido (estroma) também contribui para a coloração dos nossos olhos. Essas células são conhecidas como melanócitos e também estão associadas com a coloração de nossa pele e cabelos.

Genes modificadores

A cor dos olhos é um tipo de variação contínua controlada por genes denominados modificadores, pois os alelos de vários genes influem na coloração final dos olhos. Isso ocorre por meio da produção de proteínas que dirigem a proporção de melanina depositada na íris. Outros genes produzem manchas, raios, anéis e padrões de difusão dos pigmentos. Mamíferos albinos não possuem pigmentos em suas íris e os vasos sangüíneos na parte posterior de seus olhos refletem a luz, fazendo com que esses órgãos pareçam rosados.

 

Se uma grande quantidade de melanina (em relação à proporção de feomelanina e outro pigmentos) estiver presente na íris, os olhos serão negros ou castanhos. Se pouca melanina estiver presente, a íris parecerá azul. Concentrações intermediárias produzirão cores cinza, verde e diversas tonalidades de castanho.

 

O primeiro dos genes envolvidos com a coloração da íris, conhecido como Bey2 (do inglês brown eye – olho castanho) ou EYCL3 (do inglês eye color – cor do olho), situa-se no cromossomo 15 e possui dois alelos: um castanho e outro azul. Cada um deles gera respectivamente uma coloração castanha (alta quantidade de melanina) ou azul (baixa quantidade de melanina) na íris de seus portadores.

 

Porém, a coloração dos olhos de uma pessoa não é definida de forma tão simples assim: outros dois genes, conhecidos como Gey (do inglês green eye – olho verde) ou EYCL1 e Bey1 (ou EYCL2 ), estão também envolvidos no processo. Embora a biologia dos genes EYCL1 e EYCL3 seja bem conhecida, a função do EYCL2 ainda é muito pouco compreendida. Sequer se conhece com certeza sua localização (acredita-se que ele também esteja situado no cromossomo15)!

O conhecimento atual, entretanto, não explica a existência de olhos de outras cores ou de gradações diferentes. Também não esclarece como a cor dos olhos muda com o decorrer do tempo. Essas questões podem ser respondidas se considerarmos que existem outros genes, além do trio EYCL1, 2 e 3 , que controlam a deposição de lipofuscina (lipocromo) na íris, determinando, assim, a presença de cores âmbar, verde e violeta nos olhos.

 

O gene EYCL1 , localizado no cromossomo 19, apresenta alelos azul e verde, ligados à presença de pigmentos de gordura na íris. O alelo verde desse gene é dominante em relação aos alelos azuis presentes tanto no gene EYCL1 quanto no EYCL3 . Contudo, esse alelo comporta-se como recessivo em relação ao alelo castanho presente em EYCL3 .

 

Há, portanto, uma ordem de dominância entre esses dois genes. Uma pessoa que possui um alelo castanho no gene EYCL3 apresenta olhos castanhos. Por outro lado, pessoas de olhos verdes possuem um alelo verde em EYCL1 associado com alelos azuis nesse gene e em EYCL3 . Os olhos azuis são mais raros e ocorrem somente se os genes EYCL3 e EYCL1 apresentarem alelos azuis.

Alterações nos genes EYCL3 e EYCL1 estão associadas com a heterocromia – problema causado por um agrupamento anormal de melanossomos que pode fazer com que a pessoa tenha parte ou ambos os olhos de cores diferentes. A heterocromia é bastante incomum e pode acontecer ainda em decorrência de lesões oculares ocorridas após batidas, derrames, inflamações ou doenças que causem a perda de melanina. No entanto, não costuma causar maiores complicações além da questão estética.

 

A cor dos olhos varia ainda com a idade e com o estado de saúde. Em algumas pessoas, os olhos mudam de cor dependendo do humor, disposição e mesmo com a cor das roupas. No entanto, os mecanismos associados com esse processo não são bem compreendidos.

 

Estamos ainda tateando para tentar entender todos os fatores envolvidos na definição da coloração de nossos olhos. O que não deixa de causar surpresa: afinal, essa característica atrai muito interesse público e movimenta anualmente verdadeiras fortunas relacionadas com tratamentos estéticos e reparadores, venda de produtos etc. No entanto, o entendimento pleno de seu fundamento biológico ainda está por ser obtido.

 

 

Fonte: Jerry Carvalho Borges Colunista da CH On-line 

 

23/03/2007

 

 

SUGESTÕES PARA LEITURACurr. Opin. Genet. Dev. 5: 602-609. Trends Genet . 20(8):327-32. Optometry Today. Acesso em 01 nov. 2006. Pigment Cell Res . 18(6):454-64.

Halder, G., Callaerts, P., Gehring, W.J. (1995) New perspectives on eye evolution.

Morris, P.J. Phenotypes and genotypes for human eye colors. Athro Limited website. Acesso em 10 mai. 2006.

Sturm R.A., Frudakis T.N. (2004) Eye color: portals into pigmentation genes and ancestry.

Swann P. (1999) Heterochromia.

Wielgus A.R., Sarna T. (2005) Melanin in human irides of different color and age of donors.

 

                                         POSTADO POR LUCIANE DUTRA 26/09/08 8:52

 

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É verdade que os olhos mais claros são mais sensíveis à luz?

 

Não, a pigmentação que dá cor à íris dos olhos não tem nenhuma relação com a sensibilidade à luz. Quem responde por isso são as chamadas células fotossensíveis - os cones (em lugares mais iluminados) e os bastonetes (em locais com pouca claridade) - que se encontram na retina, no interior do olho. A fotofobia, incômodo provocado pela luz, só ocorre em casos específicos. "Um deles seria a distrofia dos cones, uma doença hereditária. Como essas células que captam maior luminosidade não funcionam, a luz se torna agressiva. Outro caso é o de pessoas que têm astigmatismo mas não o corrigem, ou seja: não usam óculos. No esforço de tentar enxergar, as imagens ficam desfocadas e a luz também passa a perturbar", afirma o oftalmologista Márcio Nehemy, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A fotofobia também se manifesta como sintoma da ceratoconjuntivite, palavrão que dá nome à inflamação da córnea e da conjuntiva (membrana que envolve a parte branca dos olhos).

Normalmente, a luz atravessa a córnea como se ela fosse um vidro. Com a inflamação, porém, os raios são desviados, causando reflexos que incomodam a pessoa. "Além disso, existe na retina uma pigmentação que se agrega aos receptores de luz, para transformar o estímulo luminoso em impulsos nervosos (que serão enviados ao cérebro para processar a imagem). Todos possuímos essa pigmentação, com exceção dos albinos, que não têm nem o pigmento da íris (que apenas dá a cor dos olhos, sem influir na visão), nem esse pigmento específico da retina, tão importante no processamento cerebral da luz. É por esse motivo que os olhos dos albinos são extremamente sensíveis a ela", diz Márcio.

 

Fonte:

http://mundoestranho.abril.com.br/saude/pergunta_286057.shtml

 

Postado por: Carla Mara Sperafico em 29/09/08, 14:53pm

 

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Por que às vezes os olhos têm cores diferentes?

 

Segundo o oftalmologista Luis Francisco Botene Chotgues, do Hospital São Lucas, ligado à Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), esta característica ocular é muito rara e curiosa e pode ocorrer por causa da variação da concentração de melanina no epitélio pigmentar da íris (parte mais visível e colorida do olho).

O efeito genético costuma a ser benigno, sem maiores complicações, podendo prejudicar apenas a questão estética. No entanto, Chotgues diz que algumas doenças, como a heterocromia, provocam uma perda progressiva na tonalidade do olho com o decorrer do tempo, extinguindo a pigmentação na íris.

"Ao longo da vida, a íris pode se despigmentar e este processo poderia gerar problemas sérios como a catarata e o aumento da pressão intra-ocular", destacou.

Para o oftalmologista, a despigmentação não ocorre naturalmente ao longo dos anos. "O efeito é provocado apenas por doenças, portanto, as pessoas que nasceram com um olho de cada cor não têm problema visual. A íris tem uma proteção suficiente para manter a visão normal", completou.

Não há tratamento para a diferença de cor entre os olhos e a única coisa a ser feita, se a pessoa não gostar de sua própria aparência, é utilizar lentes coloridas para igualar o pigmento. Mas a mudança de pigmentação dos olhos em adultos deve ser comunicada a um médico, já que pode estar associada à doença que necessite de tratamento.

 

 

Postado por Elizabeth

20/10/2008

 

 

Transmissão Genética da cor dos olhos

 

Como já vimos, os genes controlam algumas das nossas características, como, a cor dos olhos.

Existem dois genes(um par) que governam a cor dos olhos, o gene dominante, aquele que produz efeito mesmo que esteja presente em apenas um dos cromossomas do par e o gene recessivo, aquele que só produz efeito quando está presente nos dois cromossomas do par. Assim, se um filho herda um gene da mãe(castanho) e um do pai(azul), apenas se manifesta um deles(castanho). O que se manifesta é o dominante e outro é o recessivo. Concluímos que se o genótipo, conjuntos de genes que constituem o património hereditário, de um dos progenitores for azul e do outro castanho, o fenótipo, conjunto das características que se mantém como resultado do genótipo(aparência), resultante é sempre olhos castanhos. Para que o fenótipo seja olhos azuis é necessário que o genótipo seja azul do pai e da mãe.

E se ambos os cônjuges serem homozigóticos, ambos tem os genes castanhos, os filhos terão olhos castanhos; se um cônjuge ser homozigótico e outro heterozigótico(gene castanho e azul, os filhos possuirão olhos castanhos com a possibilidade de 50% serem homozigóticos e 50% heterozigóticos; mas se ambos os cônjuges serem heterozigóticos quanto aos genes, os filhos possuirão 25% de probabilidade de olhos azuis e 75% de olhos castanhos....

 

Postado por Cleide em 20.10.2008

 

Fig.1 Estrutura do olho humano

 

 

 

 

 

A Fig.1 contém as principais partes do olho humano que participam da percepção visual.

Córnea: refrata os raios de luz que entram nos olhos e exerce o papel de proteção à estrutura interna do olho.

Íris: é a porção visível e colorida do olho logo atrás da córnea. A sua função é regular a quantidade de luz que entra em nossos olhos.

Pupila: é a abertura central da íris, através da qual a luz passa.

Cristalino: é uma lente biconvexa natural do olho e sua função é auxiliar na focalização da imagem sobre a retina.

Retina: é a membrana fina que preeenche a parede interna e posterior do olho, que recebe a luz focalizada pelo cristalino. Contém fotoreceptores que transformam a luz em impulsos elétricos, que o cérebro pode interpretar como imagens.

Nervo ótico: transporta os impulsos elétricos do olho para o centro de processamento do cérebro, para a devida interpretação.

Esclera: é a capa externa, fibrosa branca e rígida que envolve o olho, contínua com a córnea. É a estrutura que dá forma ao globo ocular.

 POSTADO POR LUCIANE DUTRA 22/10/08

 

 

A deusa grega Íris, que personificava o arco-íris e era a mensageira dos deuses, pintada por Luca Giordano (1634-1705) em 1684-1686. A íris do olho foi batizada em homenagem a ela.   

 

 

 

                    NILSA

 

                        

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